domingo, 23 de agosto de 2009

Tormenta

Um ser dominado pela paixão, tão intenso que até mesmo os poetas não entendem sua complexidade, uma alma carente, uma pessoa à procura, não de outra, mas de uma só, que acabe com tamanhã vazão, algo que nunca irá encontrar, uma cura, um remédio para quem é só paixão.

Uma cabeça vultuosa, com seus olhos tristes, seu sorriso preso, seu coração apertado, ninguém o ouve, apenas ele sabe do seu problema, apenas dele depende mudar, desistir de sí mesmo, ou quem sabe morrer de tentar, matar seu bem mais precioso, cegar sua alma, para não ser vitimado por algo tão perigoso.

Então assim segue, desorientado, confuso, seu nome agora é passado, ele sim, o atormenta, e nos seus altos e baixos, nas suas noites e claros, angústia e esperança, pequena sim, mas ainda esperança, de que talvez passe disso tudo, de que talvez o jogo vire, e sua intensidade volte a brilhar, seguindo tudo aquilo que é paixão, vibrando por mais uma vez viver algo diferente de tudo, acreditando que aquele sim é o momento pelo qual valeu a pena esperar.

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