Não sou do tipo que finge estar alegre tentando esconder minha tristeza, nem sou daqueles que tentam reprimir o sentimento enganando a sí próprio. Sou daqueles que preferem um programinha caseiro ao invés de uma noite de farra com os amigos, sou dos que ainda acreditam que quando se trata de amor é melhor correr atrás e nunca deixar o orgulho na frente.
Ainda acredito que a vida é ligeira, que coisas devem ser vividas sem medo do amanhã, que talvez o amanhã não seja como eu esperava, que por isso meu hoje é sagrado, as pessoas que estão comigo hoje são sagradas, os amigos que eu tenho hoje são sagrados, o amor que sinto hoje é sagrado.
O bem que tenho hoje está dentro de mim, o calor que sinto nas horas de agonia é necessário, o nó na garganta em dias como o de hoje é castigo, pela burrice de perder algo que gostava, tristeza não é uma opção, é um sinal que o caminho está errado, infelizmente nem sempre percebemos isso a tempo.
Talvez eu tenha me atrasado em relação aos outros, talvez eu seja um bobo acreditando nessas coisas, talvez a vida seja bem mais que nossas histórias vividas, talvez um dia descubramos que amores interrompidos, lembranças melancolicas, e arrependimentos passados sejam o nosso único legado na terceira idade.
Quanto a mim, sou daqueles que fazem papel de idiota, que faz tudo por um programinha a dois, que ainda quebro muito a cara, mas me mantenho fiel ao meu bem mais precioso, meus sentimentos.
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